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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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Está certo que, cinco anos antes, em 1980, quando eu contava apenas três aninhos, havia ganho um brinquedo Mini Cine da Estrela, num concurso infantil de fim de ano no qual fora proposto que delineássemos ilustrações natalinas. Nesta ocasião, o meu trabalho ficou longe das melhores classificações, cabendo a mim somente esta prenda destinada a candidatinhos medianos. Entretanto, eu ganhei enquanto aos priminhos meus que se expressavam bem com canetinhas coloridas coube, como brinde, um desenxabido cinto, digo, sinto... sinto muito.

Um quinquênio escoado, esta lembrança nada me motivava. Apesar da pouca idade, tinha eu plena consciência de que só ganhara porque os avaliadores acharam bonitinho um menininho tão pequerrucho colar algodão para perfazer a barba branca do bom velhinho. Sabia que o prêmio não fora nenhum mérito decorrente de algum dom passível de repetir-se em outras circunstâncias da minha vida. Afinal, de modo cruel, descobrimos que, quanto mais crescemos, mais ficamos sem graça aos olhos dos adultos e, o que era gracioso e divertido, torna-se banal.Clicando aqui, você lê o texto completo
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E, se você ousar discordar de mim, eu sinto vontade de meter uma bala no meio dessa sua testa. E só não o faço porque – mesmo que as leis dos mortais não me peguem – a minha maldita mente foi desafeiçoada com os inconvenientes genes do sofrimento pela dor alheia. Estes detestáveis dispositivos, que foram essenciais pra continuidade da presença humana no globo terrestre até o instante atual, responsáveis pela vulga "lei da boa vizinhança", não me deixarão ressonar os meus "decibélicos" roncos noctâmbulos em paz. Só por isto. Ah, e também porque eu não sou cem por cento ateu. Mesmo que seja ínfima a possibilidade de haver um Deus, vai que o calhamaço milenar seja fidedigno... Deus me livre!Clicando aqui, você lê a crônica completa
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Eu vi um velho bruxo
Sentado na calçada
Que levantou e disse
O conto de Alice.

Outro lado, espelho
Buraco do coelho
Rosas que eram brancas
Pintadas de vermelho.

Rainha tão maluca
Faz o que dá na cuca
As cartas do baralho
Pra casa um atalho.

O homem falou pra mim
Seguir o coelho branco
Corra até o fim
Nos matos e barrancos.Clicando aqui, você lê a poesia completa
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Duas gotinhas de Pinho Sol despejadas no vaso sanitário resolvem o problema. De dez em dez xixis, ela permite que se dê a tão sonhada descarga. Mas toda vez, não. De jeito nenhum! Cocô tudo bem, mas xixi não.

O filho mais novo da dona Bernardina questionou:

– Mãe, não é melhor só deixar de dar a descarga, se o xixi sair branquinho, e dar a descarga, se o xixi sair amarelinho?

Mas a dona Bernardina é dura na queda:

– Cala a boca, moleque. Não é você quem paga "as conta" (sic).
(Trecho da crônica para rádio "Dona Bernardina não quer dar descarga")
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Ainda quando eu estou atrasado para o trabalho, com muita pressa, não abro mão do meu ritual matutino diário de tomar café, na padaria. Considero primordial ver gente, mesmo tendo as minhas questões a solucionar e as minhas peculiaridades.

Enquanto levo a xícara à boca, olho para o infinito. Sim, infinito. Materialmente, esta suposta amplidão pode estar bloqueada por uma parede, com cartazes repletos de mulheres esbeltas e cervejas, mas a minha psique espectral transpassa-a.

Sou livre. E mesmo envolto em minhas quimeras, a visão periférica encarrega-se de capturar as demais insignes e seus respectivos desígnios.
Trecho do texto "O estadista, o mendigo e o poeta"
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Os olhos tortos e vesgos da doce criatura pareciam um sensual olhar quarenta e três, meio de lado, assim saindo, como cantava Paulo Ricardo, nos anos oitenta.

O exageradamente avantajado pescoço dela funcionava como uma mola propulsora com o qual Bartira podia ser bem ligeira.

Os escassos dentes de Bartira contribuíam pra que eu não me ferisse.

A cabecinha chata de Bartira era ótima como porta-copo de Coca-Cola.

E as orelhas de abano da Bartira podiam muito bem servir como chacoalhadores, as quais eu agarrava, uma em cada mão, pra chacoalhar a pobre Bartira e incentivá-la a aumentar a velocidade.

Desde cedo, aprendi olhar o lado positivo das circunstâncias. Por isto, tenho vontade de escrever um livro de autoajuda. Vocês comprariam um livro de autoajuda escrito por Mingau Ácido?

Deixando a pesquisa de mercado pra outra hora, vamos voltar à Bartira. Doce Bartira...Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação gráfica