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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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– Que livro é esse aí na sua mão?

– O Segredo.

– Ah, esse aí que é aquele livro que promete sucesso e dinheiro para pessoas fracassadas?

– Cada um olha as coisas pelo ângulo pelo qual lhe é mais familiar…

– Você conhece alguém que ficou rico lendo esse negócio aí?

– De certo modo, sim.

– Ah, então ele guardou muito bem esse segredo, não é?

Meu Deus, esse homem deve sofrer, parcialmente, de paralisia facial. Ele só sorri com um dos cantos da boca… – pensei.

– Senhor taxista, pode dar-me um cartão seu? Quero sempre usufruir dos préstimos de um profissional bem sucedido.Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação gráfica
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Duas gotinhas de Pinho Sol despejadas no vaso sanitário resolvem o problema. De dez em dez xixis, ela permite que se dê a tão sonhada descarga. Mas toda vez, não. De jeito nenhum! Cocô tudo bem, mas xixi não.

O filho mais novo da dona Bernardina questionou:

– Mãe, não é melhor só deixar de dar a descarga, se o xixi sair branquinho, e dar a descarga, se o xixi sair amarelinho?

Mas a dona Bernardina é dura na queda:

– Cala a boca, moleque. Não é você quem paga "as conta" (sic).
(Trecho da crônica para rádio "Dona Bernardina não quer dar descarga")
Clicando aqui, você ouve a crônica
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Será que eu mereço tanta revolta? Eu não sou mau. A única maldade que faço, em situações casuais, é não segurar a porta do elevador quando vejo um sujeito apressado correndo pra entrar. Sei que é egoísmo não querer perder tempo e desejar estar sozinho pra que o cubículo ascendente fique mais confortável, mas isto não chega a ser um traço psicótico.

Enfim, já entardecia e eu achava engraçado o que ocorrera. Por que eu fui participar de um workshop de mecânica se este negócio não tem nada a ver comigo? Será que não? Bem... eu já fui criança um dia e, como todo menino, quis ter um amigo robô. Talvez, involuntariamente, continue almejando construir um. E esta vontade pueril, provavelmente, foi acentuada naquela manhã cinzenta...

E, ao anoitecer, a lua era maravilhosa, conquanto o prazer de contemplar a sua beleza não fosse maior que o sofrimento que um dia confuso aflorou. Confesso que os meus anticorpos psicológicos foram preguiçosos pra combatê-la, mas tudo bem, afinal todas as angústias doem à noite mesmo. Julguei prudente respeitar este ciclo, já que eu sabia que o sol nasceria novamente no dia seguinte e eu teria mais uma chance de ir atrás do que creio que me fará feliz.Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação gráfica
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O ambiente não era dos mais felizes. Meu amigo sacou a câmera fotográfica – daquelas cujo filme precisava ser levado a uma ótica para ser revelado – e desejou retratar os velhinhos.

Uma senhora foi logo dizendo que não queria aparecer na foto porque não prestava mais para nada.

A ressalva ficou por conta de outra velhinha que não parava de rir. Ela achou um barato o brinco na orelha do meu amigo.

E todos nós rachamos o bico quando ela o questionou sobre suas preferências íntimas:

– Você é bicha, garoto?Clicando aqui, você lê o texto completo
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E tudo gira. O mundo é feito de seus ayrtons, que, unidos num ente abstrato, contribuem, inclusive, na hora da morte com o fluxo de caixa da funerária ou, na hora da vida, com o fluxo de caixa das igrejas pentecostais.

E o inútil do filho do seu Ayrton que só fica em casa assistindo à televisão? Inútil, não, olha o respeito. É graças a ele que existem empresas que medem o índice de audiência televisiva e patrocinadores que pagam pelo anúncio da mídia eletrônica.

E o transviado do sobrinho do seu Ayrton que andou em más companhias e optou pelas veredas da delinquência, acabando trancafiado? Também está contribuindo com a renda familiar do carcereiro e dos empreendedores que fornecem marmitex pros presidiários. E, enquanto solto, contribuiu pro desenvolvimento tecnológico da indústria de alarmes e pro crescimento da oferta de estacionamentos seguros.Clicando aqui, você lê o texto completo
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E, como se não bastasse, o pilantra ainda começou a pescoçar a rua e dizer:

– Aquela, ali, de óculos escuro, eu já peguei. Aquela que sorriu pra mim também. A de verde, eu peguei, também, mas, faz tempo, umas três semanas…

– Para! Para! Para! Para! – disse eu, incorporando o João Kleber – Para o baile, meu amigo! Diz aí, rejeitador de carne de vaca e apreciador de carne humana do sexo feminino, como você faz pra conquistar tantas vulvas? Seja solidário e conta pra mim.

– Mas você é mais velho que eu – esnobou o Hare Hare, com fisionomia ironicamente ingênua – tem mais experiência.

Deixa pra lá, amanhã, eu tiro essa porcaria de xerox. É degradante demais pra quem ainda insiste em ser levado a sério, pelo menos, um pouquinho...

– Quer saber de uma coisa, seu indiano maldito? A Caxemira deve ser dominada pelo Paquistão, seu trouxa!Clicando aqui, você lê o texto completo