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Biscoito da Sorte
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Eu me entretinha com o vapor que se formava à minha frente a partir do ar cálido que saía do meu nariz e da minha boca. O orvalho banhava as lindas flores que davam aquele colorido tão gostoso à paisagem. Cores vivas e gotículas são uma combinação perfeita para deixar a paisagem no ponto exato propício para as reflexões mais aprazíveis. Era como uma sala vazia que permitia exclusivamente a mim mobiliar ao meu gosto mais particular. Senti ser hora de interromper a caminhada e acomodar-me embaixo daquela árvore tão convidativa.

Katya Galassi nem suspeitava, mas estava ela em minha companhia, naquele instante tão íntimo. A presunção de sintonia confirmou-se. Eu estava profundamente alucinado com a sua escrita.
Após reler as poesias de Katya dezenas de vezes, iniciei a leitura de seus textos. Quando entrei no conto "Fabrica de Muñecas", finalmente consegui encontrar palavras para aliviar a minha ansiosa necessidade de traduzir a quentura que eu estava sentindo em meu coração...
Trecho do prefácio escrito por Marcelo Garbine para o livro "Entre Líneas Difusas" da escritora argentina Katia Galassi
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E por mais que eu esqueça

Nem tudo sai da minha cabeça

Aquela aula de matemática

Tão piegas e sistemática

Ainda não acabou

E não é como eu sou

Mas se eu quiser voar

Vou ter que me adaptar.Clicando aqui, você lê a poesia completa
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– E que tríade vem a ser essa, meu poeta?

– As coxas de outras moças, o ronco noctâmbulo e a flatulência.

– E o momento único do encanto da poesia?

– Ele existe, mas não é cerceado pelos disparos advindos dos corpos que se entrelaçam, desejando-se e consumando-se. O exercício das ações genuínas não é abjeto.
(Trecho do texto "O limiar da compreensão que veio com o hálito")
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Esse negócio de ficar pensando bastante, mergulhado no meu mundo introspectivo, custa-me um preço exorbitante. Pouco tempo sobra-me pra executar as tarefas básicas do dia a dia, como: manter minha casa limpa, beber uma cerveja, cumprimentar o vizinho e tomar banho.

Enquanto me trocava pra ir dar uma palestra, notei que não havia uma maldita cueca limpa na gaveta. Meu lar é escuro, pois as lâmpadas queimadas não são substituídas. Comumente, praguejo, sentado no vaso sanitário, surpreendido pelo fim do estoque de rolos de papel higiênico. Uma voraz reflexão toma conta de todo o meu ser: se Deus foi deveras caprichoso a ponto de ter arquitetado um corpo humano tão perfeito, por que raios não se esmerou um pouquinho mais e deu-nos um intestino capaz de produzir fezes com uma consistência maior, excrementos emborrachados, pra não esparramar sujeira?Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação gráfica
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Quando atravessou a barreira metálica que separava o astro do planeta Terra, a trilha sonora de John Williams ressoou em sua cabeça. Nestes dias calmos, ele não brincava com as outras crianças. Distraía-se sozinho, idealizando fantasias que cultivava a partir de desenhos animados que vira no velho televisor Sanyo. Os desenlaces arquitetados na sua mente davam desfechos novos para os entretenimentos ingênuos.

Eventualmente, todavia, embrenhava-se de modo exótico nos grupos de fedelhos como um forasteiro fazendo as suas incursões pelo matagal de seres distintos de seu universo egocêntrico. E, numa destas jornadas existenciais, levou oito coleguinhas para o seu mais recente achado: a Lua.

Por longos meses daquele ano, correram e pularam pela atmosfera montanhosa, onde ele era o alienígena e os oito companheiros, astronautas empenhados em capturá-lo. O segredo acerca das estripulias foi trancado a sete chaves porque o afluxo no local era vedado aos discentes.Clicando aqui, você lê o conto completo
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Fui doar sangue no Hospital das Clínicas de São Paulo, na semana passada. Na triagem, respondi às perguntas de praxe. Aquelas que a gente vai disparando NÃO a torto e a direito. Geralmente, passo essa fase muito rápido: “NÃO, NÃO, NÃO, NÃO e mil vezes NÃO”. Bato o meu recorde de nãos nesses dias que doo. E eu doo sempre. Mas nesse dia, acho que a mocinha que faz as perguntas tirou o dia para gozar com a minha cara. Acho que demorei uns quinze minutos pra conseguir sair da sala dela.

– Ingeriu bebida alcoólica nas últimas doze horas?

– Não.

– E você costuma ficar com os olhos fechadinhos assim, mesmo sóbrio?

– Não, só quando eu fico com sono por ter que responder a muitas perguntas.Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação digital