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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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Olhos entreabertos ao despontar dos primeiros raios
Só óleo entre espetros a lacrimar os canteiros baios
Gotas que surgem macias numa verônica fria
Solta em penugem, descia, suma da crônica lia.

Enredo que ressonava somente dentro de mim
É medo que só me dava no epicentro do fim
Lembrança de infância, brinquedo de plástico partido
Criança em vacância, tão cedo, sarcástico estampido.
(Trecho da transcrição da fala do filme "Mudaram as cores das rosas de Lúcia")
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No entanto, o que o sábio debochado e pretenso omnissapiente não tinha ciência era de que Pablo especializou-se no trato de gados ovinos e, por esta razão, no decorrer da universidade, escolheu a terra dos carneiros para estagiar. E o destino esmerou-se ao querer que a criaturinha de cabelo tigela fosse empregar-se na sua fazenda. Por conseguinte, foi simples para o rapaz escalar a grade situada no andar térreo e botar o item na guarnição da tela.

Mas, até agora, não havia decifrado esta parte do enigma e ingeria sossegado os goles do que restava da sua bebida quente e espumosa com canela e chantili. Olhou pela janela do bar e para o seu relógio. Ainda faltavam dez minutos... Dava tempo de ir ao toalete.

Ao abrir a porta do quartinho das latrinas, viu um homem furioso de pele vermelha e olhos exíguos, aparentemente com as pálpebras cerradas, segurando uma barra de ferro oxidado com as duas mãos posicionadas por cima do ombro direito.Clicando aqui, você lê o conto completo
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Minha face ruborizava de ojeriza e uma rajada de metralhadora ficava engasgada no meu gogó: não era que o desgraçado estava certo?

Comecei a rezar todas as noites, pedindo encarecidamente que só um, apenas um FDP de um rico fosse parar no xilindró, só para que eu pudesse ter o prazer de calar a boca do maldito discípulo de Adam Smith.

Minhas preces foram atendidas e, na câmara de vereadores de São Paulo, veio abaixo o fraudulento esquema de Hanna Garib e sua trupe.

Era o desmantelamento da máfia dos fiscais (meus textos são um show de atualidades), no qual quase todos os vereadores estavam envolvidos.

O episódio foi tão revoltante que o Jornal da Tarde distribuiu adesivos para automotores com os dizeres “eu tenho vergonha dos vereadores de São Paulo”.

Eram todos profissionais do assalto aos cofres públicos, com exceção de um amador.Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação digital
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– Eu posso examinar você?

– Pode, né…

Deitei de bruços, na maca, conformado, achando que esse era o auge da humilhação que eu teria de passar naquele dia. Doce ilusão…

– Você se incomoda se eu chamar a minha colega para que ela me ajude a examinar você?

Ela tomou o meu silêncio como um sim…

A sensação de ser o protagonista de um circo de aberrações não acabou por aí. Ainda havia o encaminhamento para o proctologista… De novo, de bruços, na maca… que merda…
(Trecho da crônica para rádio "Cheguei ao cume do sucesso!")
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Foi uma dessas pessoas que começou a interessar-se por mim. Ela era descompromissada e queria continuar sendo. Amava ser livre. Nada mais natural que alguém assim manifestasse um certo affair por quem fosse solto e descompromissado.

Levei-a ao meu apartamento e curti o fim daquela tarde de outubro de 2004. Só que mal os semens foram assassinados pelo estancamento do tubo de látex, ela tirou o celular do bolso para solicitar o serviço de um taxista. Eu fiquei lá, olhando para o teto, sem entender direito o que ocorrera. A beleza da moça era deslumbrante e despertara o poeta adormecido. O néscio de plantão fez uma música em sua homenagem e procedeu a sua gravação num estúdio.

– Desculpe-me, eu me enganei com você. Não sabia que você era tão sensível...

"Cuem, cuem, cuem, cuem..."

Apaixonei-me pela pessoa errada, ela só queria transar. Que patacoada!

E a solitude das maratonas cinéfilas deixaram de ser aprazíveis. O prazer extraordinário custou-me o sossego das alacridades garantidas.Clicando aqui, você lê o texto completo
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Atendendo ao clamor do populacho, um repórter global foi perguntar a Viscome o que havia ocorrido. Viscome respondeu: “A corrupção existe mesmo. Desde quando eu era criança, eu já ouvia falar em corrupção.”

Viscome, Viscome… um malandro deve ser inteligente, Viscome… malandro burro é a coisa mais feia que há. É desnecessário lembrar que, de uma violenta porcentagem dos 55 vereadores que estavam envolvidos, Vicente Viscome foi o único a vestir o macacão e a boina com faixas horizontais pretas e brancas, com um número de três dígitos estampado no peitoral da pomposa vestimenta.

Quase que eu fiquei com dó do Viscome. Com aqueles olhinhos baixos, frágeis como os de um cervo diante da mira da espingarda de um caçador, ele se perguntava por que só ele havia tomado na tarraqueta.Clicando aqui, você lê o texto completo