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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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E pensar que, aos quinze anos – naquela fase da masturbação que a gente tem a necessidade vital de colocar a porra da porra pra fora – eu apelava pra cacete, chegando ao cúmulo de prometer casamento pra filha da dona Hermengarda.

Dona Hermengarda trancava a sua filha Bartira – já com vinte e cinco anos (muito velha pra um adolescente de quinze) – a sete chaves.

A garota era tão horrível que a Dona Hermengarda morria de medo de soltá-la na rua e a menina ser xingada. Coitadinha da Bartira…

No alto do seu primeiro quarto de século de existência, nunca havia beijado na vida. Nenhum homem gritava "GOSTOSA! FIU! FIU!" pra pobre Bartirinha.

Mas o Mingauzinho aqui encarou! Estava grave o negócio...
(Trecho da crônica para rádio "Como tirar a barriga da miséria e sair da pindaíba")
Clicando aqui, você ouve a crônica
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Não havia vento nem mar
Pra ela mergulhar
Menina olhava ao redor
Estava pior.

O cheiro era forte, de mangue
Sem coisas mais belas
Renata olhava o sangue
Em suas canelas.

Por que você foi se cortar?
Santa inquisição
As esferas do seu colar
Rolando no chão.Clicando aqui, você lê a poesia completa
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Os olhinhos do menino, que, aos meus olhos, era um marciano, eram tão pequeninos que pareciam não existir e começaram a ficar vermelhinhos e saltar para fora. O samurai, que dentro do orientalzinho existia, começava a ficar incomodado: "Cadê a dignidade dos seus antepassados, que gritaram BANZAI e abraçaram uma granada, antes de explodirem-se, ao cabo da Segunda Guerra Mundial?" – bradava o seu "eu interior".

Terminou a brincadeira da cambalhota. Era hora de dividir os fedelhos em dois times. O primeiro da fila abaixava-se e corria, de quatro, por baixo das pernas abertas de todos os outros membros do seu bando, até o final. Quando lá chegava, postava-se, de pernas abertas também, e aguardava o novo primeiro da fila repetir o ciclo. A equipe cujos membros concluíssem, integralmente, a trajetória, pelo túnel de pernas, seria a campeã. É claro que eu caí na turma do "Banzai".Clicando aqui, você assiste ao filme com animação gráfica
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"Se aqueles estilhaços de vidro não foram escoados pelas águas e os resquícios escuros de pneus não foram apagados, o incidente havia ocorrido há menos de três dias" - Pensou.

Nos arredores do tronco, notou indícios familiares. Conferiu a sola do seu sapato e não hesitou em julgar que as pegadas eram suas. Os desenhos geométricos estampados na lama eram idênticos à simetria procedente do relevo de seu calçado. Mal começou a seguir os sinais, nos primeiros metros, já pôde avistar uma amoreira bem distante. Então, decifrou por que se introduzira na jornada por ali.

Em sua infância vivida em Miskolc, nos primórdios dos anos noventa, morou em uma casa deslocada da cidade. A atmosfera campestre que caracterizava o local era coroada pelo pomar que a família cultivava no quintal.

Contudo, a brandura era ilusória. Seu pai foi um operário beberrão. Ao toque da sirene da metalúrgica, não perdia tempo em sua ida à taberna, na Praça Santa Ana. Enquanto sua mãe, católica fervorosa, assistia à missa na igreja situada no mesmo largo, o homem de aparência abatida e olhar apático, desanuviava suas frustrações com todas as doses de Pálinka que o seu curto salário podia comprar.Clicando aqui, você lê o texto completo
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Mas alguma coisa vai chegar
São tantas frutas no pomar
Papilas gustativas
Possuem tantas alternativas.

Vou degustar você
Eu vou te surpreender
O mito é de Platão
Cavernas são do coração.Clicando aqui, você assiste ao filme
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Meus aniversários, comemorei vários
Anos são riscados dos meus calendários
E o seu rosto cada vez mais distante
Me diz que mais nada será como antes.

Vejo o sol brilhando no verde da grama
E o verde das folhas minha atenção chama
Tem verde na mata e verde nos abrolhos
Só não vejo mais o verde dos seus olhos.

Sinto tanta sede. Que dor é esta?
Não vejo mais verde na minha floresta
Pra ver de verdade o que interessa
Só fazendo o tempo voltar bem depressa.

Verde-menta, verde-lima, verde-mar
Me alimenta, me ensina a não pensar
Não espera a primavera verdejar
Olhos verdes que um dia foi meu par.Clicando aqui, você lê a letra de música completa