Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!


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Usamos máscaras, todavia, na hipótese de tirarmos este traje pesado, composto por várias camadas de armaduras de aço, fica só o nosso espírito nu e friorento, com olhinhos de gatinho assustado, no meio do asfalto, implorando, desesperadamente, por colo e afago.
Aqueles desfiles de soldados e mísseis só enganavam quem queria ser enganado. Em seguida, descobriu-se que muitos dos projéteis eram ocos, simples adornos de carnaval pra meter medo no imperador da outra facção do globo terrestre. E, ainda que não fossem, a mim, não tapeiam mais. Já quis ser ludibriado o bastante...
URSS e USA eram dois bêbados, no boteco, gritando pra ver quem era mais macho. Precisava-se de uma mentira pra ter razão pra viver.
Um dia, tomei uma atitude de homem e deixei de ter falsas certezas. E, como todas as convicções são ilusórias, não tenho mais convencimento algum.
Aqueles desfiles de soldados e mísseis só enganavam quem queria ser enganado. Em seguida, descobriu-se que muitos dos projéteis eram ocos, simples adornos de carnaval pra meter medo no imperador da outra facção do globo terrestre. E, ainda que não fossem, a mim, não tapeiam mais. Já quis ser ludibriado o bastante...
URSS e USA eram dois bêbados, no boteco, gritando pra ver quem era mais macho. Precisava-se de uma mentira pra ter razão pra viver.
Um dia, tomei uma atitude de homem e deixei de ter falsas certezas. E, como todas as convicções são ilusórias, não tenho mais convencimento algum.
(Trecho da crônica "No alto do rochedo, eu me esvaí com o vento")
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– Moça, vê se tem ”Pai Rico, Pai Pobre”, do Robert Kiyosaki. É K – I – Y – O – S – A – K – I.
Ela é lerda pra pensar e pra digitar. Sai catando milho no teclado. Digita o K, depois de quatro segundos digita o I e depois de mais quatro segundos digita o Y.
– É K – I – Y e mais o que, moço? – relincha repetidamente a loiríssima.
– K – I – Y – O – S – A – K – I – digo, com o meu estoque de paciência já indo pro beleléu.
– K – I – Y e? – insiste a limitada, como se um mantra fosse.
– Olha, moça, a julgar pela sua encantadora beleza física e precária capacidade racional, eu diria que, com você, ficaria apenas no K. Y. mesmo.Clicando aqui, você ouve a crônica
Ela é lerda pra pensar e pra digitar. Sai catando milho no teclado. Digita o K, depois de quatro segundos digita o I e depois de mais quatro segundos digita o Y.
– É K – I – Y e mais o que, moço? – relincha repetidamente a loiríssima.
– K – I – Y – O – S – A – K – I – digo, com o meu estoque de paciência já indo pro beleléu.
– K – I – Y e? – insiste a limitada, como se um mantra fosse.
– Olha, moça, a julgar pela sua encantadora beleza física e precária capacidade racional, eu diria que, com você, ficaria apenas no K. Y. mesmo.Clicando aqui, você ouve a crônica


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Era dois mil e três
Um ano em que as leis
De uma vez mudou.
Era um dia cinzento
Que eu gritava: "eu não aguento
Esse seu ar protetor!".Clicando aqui, você ouve a música completa
Um ano em que as leis
De uma vez mudou.
Era um dia cinzento
Que eu gritava: "eu não aguento
Esse seu ar protetor!".Clicando aqui, você ouve a música completa


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– Vitório Bom Sucesso?
– É o meu nome.
– É por isso que o senhor despreza tanto esse livro… com um nome desse, quem precisa?
– Esse seu livro é excelente para ficar rico. Os autores ganharam bastante dinheiro com ele.
– Algumas pessoas da minha família também.
– Você tem família?
– Ué! Por que a surpresa?
– Pela sua cara de infeliz, achei que não tivesse.
– É o meu nome.
– É por isso que o senhor despreza tanto esse livro… com um nome desse, quem precisa?
– Esse seu livro é excelente para ficar rico. Os autores ganharam bastante dinheiro com ele.
– Algumas pessoas da minha família também.
– Você tem família?
– Ué! Por que a surpresa?
– Pela sua cara de infeliz, achei que não tivesse.
(Trecho do texto "O taxista que era filho de uma quenga")
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Plantei, na terra, mágica semente
Notei que berra, tragicamente
A serena Flor que vejo que brota
E que pena a dor, beijo idiota.
Néscio é o beijo desse jardineiro
Cresce o desejo, vê-se o corpo inteiro
Regozijar prazer do nascimento
Peculiar é o ser, novo rebento.
Tento explicar tamanha euforia
Vento do mar com sanha viria
Soprar a folha da ímpar Florzinha
Pra lá se recolha. Ela é só minha.
Notei que berra, tragicamente
A serena Flor que vejo que brota
E que pena a dor, beijo idiota.
Néscio é o beijo desse jardineiro
Cresce o desejo, vê-se o corpo inteiro
Regozijar prazer do nascimento
Peculiar é o ser, novo rebento.
Tento explicar tamanha euforia
Vento do mar com sanha viria
Soprar a folha da ímpar Florzinha
Pra lá se recolha. Ela é só minha.
(Trecho da transcrição da fala do filme "Oito Cantos Sagrados")
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E, então, a guitarra de Slash e a voz de Axl Rose preencheram o espaço interno do carro no momento em que o sol refletia no para-brisas. O silêncio era relegado à época em que uma árvore caía no meio da mata e Uriah questionava-se se houvera estrondo, dado que não existia ninguém na floresta pra ouvi-lo. Agora, todos ouviam! Bastou o alerta do cineasta Yanni Ygor pra que os olhos e os ouvidos voltassem-se a Uriah.
Mas "Sweet Child O' Mine" deixou, bruscamente, de ser emanada aos quatro ventos. Foi um pedaço de arame farpado que fez o veículo parar. Coito interrompido. O mesmo mormaço que dava a nuance do regozijo passou a ser nada mais que um maldito calor infernal e o "pen drive" que continha a gravação da saudosa fita cassete de sua adolescência fora reduzido a um emissor de ruídos.
Ao trocar o pneu, devaneou acerca do epílogo que escrevera pro seu longa-metragem: Gamaliel, o personagem principal, acabou recluso numa clínica psiquiátrica, sonhando em como poderia ter sido diferente, se não tivesse ficado tão obsessivo pela consumação de sua vontade. O fim era triste porque Uriah cria saber como emocionar e porque os espectadores gostam de encontrar conforto na desgraça alheia e poesia nos infortúnios da própria vida insossa, projetando-a nos entes fictícios de uma tela de cinema.Clicando aqui, você lê o conto completo
Mas "Sweet Child O' Mine" deixou, bruscamente, de ser emanada aos quatro ventos. Foi um pedaço de arame farpado que fez o veículo parar. Coito interrompido. O mesmo mormaço que dava a nuance do regozijo passou a ser nada mais que um maldito calor infernal e o "pen drive" que continha a gravação da saudosa fita cassete de sua adolescência fora reduzido a um emissor de ruídos.
Ao trocar o pneu, devaneou acerca do epílogo que escrevera pro seu longa-metragem: Gamaliel, o personagem principal, acabou recluso numa clínica psiquiátrica, sonhando em como poderia ter sido diferente, se não tivesse ficado tão obsessivo pela consumação de sua vontade. O fim era triste porque Uriah cria saber como emocionar e porque os espectadores gostam de encontrar conforto na desgraça alheia e poesia nos infortúnios da própria vida insossa, projetando-a nos entes fictícios de uma tela de cinema.Clicando aqui, você lê o conto completo





