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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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– Que livro é esse aí na sua mão?

– O Segredo.

– Ah, esse aí que é aquele livro que promete sucesso e dinheiro para pessoas fracassadas?

– Cada um olha as coisas pelo ângulo pelo qual lhe é mais familiar…

– Você conhece alguém que ficou rico lendo esse negócio aí?

– De certo modo, sim.

– Ah, então ele guardou muito bem esse segredo, não é?

Meu Deus, esse homem deve sofrer, parcialmente, de paralisia facial. Ele só sorri com um dos cantos da boca… – pensei.

– Senhor taxista, pode dar-me um cartão seu? Quero sempre usufruir dos préstimos de um profissional bem sucedido.Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação gráfica
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Abraçarei céu azul

Todo o firmamento

E soprando lá do sul

Vem, de novo, outro vento.Clicando aqui, você lê a poesia completa
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Depois de alguns minutos, em frente ao Teatro Municipal, o táxi parou e eu abri a porta. Pensei que não houvesse mais Fuscas sendo utilizados como táxis, em pleno ano 2007.

Senti algo esquisito na fisionomia daquele motorista. Eu estou atrasado para a palestra e não posso dar-me o luxo de escolher muito. Entrei no veículo mesmo assim.

Aquele bigodinho fino acompanhado de um sorriso insuportavelmente sarcástico de quem pensa que o mundo inteiro é otário e só ele é esperto não estava descendo pela minha goela.

Não entendia porque aquele cara não parava de revezar o olhar entre o trânsito e a minha direção.

Seu globo ocular não parava quieto, parecia um sono R. E. M., só que com os olhos abertos.

Eu tentava permanecer concentrado na leitura do livro, mas aqueles olhos ficavam, vez por outra, fitando-me, como se quisesse pescar alguma coisa.Clicando aqui, você ouve a crônica
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"Apesar disto, resta-nos o advento da trajetória adulta. Finalmente, a maturidade! Agora, sim, é chegado o instante de acelerar em direção à linha do horizonte e competir com chances iguais com todos os outros para realizarmos os nossos sonhos mais lindos!". Seria esta a minha fala se a citação anterior suportasse uma pronúncia com uma categoria de verossimilhança um pouco mais alta, caso não fosse encargo sine qua non e urgente meter-se em busca do preenchimento das lacunas didáticas remanescidas da fase primária da jornada do rebento que não foram supridas – nem sequer em seus alicerces básicos – pelos responsáveis naturais no momento oportuno. Nada obstante, são apenas alguns milhões de quilômetros de diferença que se pode suplantar em algum tempo e, um dia, chegar lá. Bastam algumas décadas e pimba! É só correr pro abraço!

Antes tarde do que nunca. Eu li num livro de autoajuda que um cara foi iniciar a faculdade de medicina aos oitenta e quatro anos de idade. Se ele pode, você também pode. Foi o que o autor da obra disse. E ele é PHD, viu?

E para quem não é do tipo apetecido pela erudição, fica a dica de um menu espiritual com opções fresquinhas que podem ser uma excelente pedida. "Tá daqui, ó!". Tem igreja pentecostal, terreiro de macumba, centro mesa branca, templo Hare Krishina e muito mais! Pra todos os gostos e bolsos. É só escolher e pedir.Clicando aqui, você lê o texto completo
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Sofrimento foi extirpado
Sem vinte nem trinta
Ela cortou com machado
Pra que não se sinta.

Dores que não latejaram
Anos não foram vividos
Namorados não a abandonaram
Não houve gemidos.

Hipócritas em salas com cofres:
“Ela era tão jovem”
O que está morto não sofre
Simples assim: dissolvem.
(Trecho da transcrição da fala de um dos filmes de Marcelo Garbine exibido na Décima Primeira Virada Cultural de São Paulo – Edição 2015)
Clicando aqui, você assiste ao vídeo da sessão de filmes de Marcelo Garbine na Virada Cultural
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Deixa eu ver que livro eu trouxe… Hum… nada mal: Nelson Rodrigues, “Elas gostam de apanhar”.

Saí, às pressas, de casa e nem havia notado qual obra eu havia lançado para dentro da minha mochila surrada.

Um livro de contos é o ideal para matar os torturantes minutos numa sala de espera de oftalmologista.

Tirando a velha senhora, com o seu netinho, que me olhara com fisionomia de escória de esgoto em estado putrefato e mudara de lugar, pondo-se mais cinco assentos de distância desse que vos escreve, não existia mais nada rançoso no recinto. O clima estava leve.

Um livro e ar para respirar era tudo o que eu precisava. Após algumas linhas discorridas e o fim do doce silêncio, minha atenção teve que começar a ser dividida entre as célebres páginas publicadas em 1974 e a atual conversa entre uma sábia criança de uns cinco anos e sua zelosa vovó, exatos quarenta anos depois.Clicando aqui, você lê o texto completo