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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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No domingo seguinte, fui à igreja com a minha avó, que era uma católica fervorosa.

Vi uma velhinha ajoelhando-se na frente da imagem de uma santa e fazendo uma promessa.

Aí, pensei: "Será que esse negócio dá certo mesmo?".

Olhei pra cara da santa e decidi fazer a minha promessa também, mas não fui com a cara dela. Também não gostei da imagem do santo do lado... Tinha uma cara de bocó...

Achei melhor procurar um santo que tivesse mais a ver comigo. Como eu usava óculos, fui atrás de um santo de óculos. Não encontrei nenhum e voltei pra casa cabisbaixo.
(Trecho da crônica para rádio "O diabo vai chegar numa Brasília verde")
Clicando aqui, você ouve a crônica
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E se o amanhecer me disser

Sinestesicamente

Que vermelho é o Khmer

Que luta complacente.Clicando aqui, você ouve a música
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É tanta luz que ofusca meu olho

E até descola a minha retina

E esse é o caminho que eu escolho

Adentro vereda paulatina.Clicando aqui, você lê a poesia completa
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O desprezo pelo humilde cliente era escancarado. O operador de máquinas, seu Ayrton, havia-se sentido ofendido pelo patrão, que estabelecera a rotina de revista dos empregados, todos os dias, ao fim do expediente.

Fatigado por falar de trabalho durante o desjejum, o causídico mais velho, que, ao contrário do estreante colega, já estava farto de aplausos de leigos, cortou o assunto, alegando que existiam prosas mais notórias a serem desfrutadas por dois intelectuais, sugerindo que o assunto em voga passasse a ser a repercussão da estatização de duas refinarias da Petrobrás por Evo Morales, tão explorado à exaustão naquele finado ano de 2007.

O macróbio senhor dos códigos jurídicos introduziu o novo discurso com o prólogo no qual ressaltava a superioridade de importância dos debates relevantes pra conjuntura política nacional em relação ao indigno seu Ayrton, seu cliente operário. Bom, talvez, aos doutos olhos, o seu Ayrton seja mesmo apenas um ínfimo décimo da escória dos esgotos do mais decadente bairro do subúrbio do Congo, porém, em sua carteira de clientes, havia algumas dúzias de “seus ayrtons”, que estavam pagando o cafezinho. Isto, por si só, pode parecer clichê. Pois, então, meu caro Leitor exigente, vamos alavancar o nível do nosso bate-papo (muito confortável pra mim, afinal somente eu falo).Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação digital
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Sabe… eu nunca fui o tal. Tenho cara de nerd e, assim como Herbert Vianna, eu uso óculos... óculos... Desculpa esfarrapada de quem batalha pra caramba com o propósito de alcançar – em média – o fim de um trimestre com o saldo de apenas umas quatro vaginas consumadas.

Tanto sacrifício pra, finalmente, comemorar: "CONSUMMATUM EST!". E, com muita sorte, poder, às vezes, gritar: "CONSUMMATUM EST OEST!". Piadinha pseudo-intelectual que só os leitores que conhecem um pouquinho de latim ou da bíblia vão entender. O Google tá aí. Se vira, nego.

No início, fiz cara de coleguinha pegador, mas, em seguida, suei frio e o meu sorriso amarelo acabou denunciando que eu não passava de um cabação.

Quem aqui assistiu ao filme “O virgem de quarenta anos”? Bom… não chego (graças ao bom Deus) ao extremo estado virginal do personagem do grande ator Steve Carell, mas, perante a revelação do Hare Krishna comedor, eu me senti humilhado. Que bosta!

O cara me contou que pegava de oito a nove mulheres por semana! Que condição distante da minha realidade!

"Oh, vidinha besta, sô!" – como dizia o meu finado vozinho.Clicando aqui, você lê o texto completo
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– Eu sou macho, doutor, se é isso que o senhor quer saber.

– Ah, tá.

– Posso ir embora?

– Eu interrogo o paciente dessa forma para ser sutil. Chega-se à conclusão pelas evidências.

– A minha resposta não serve de base para evidência nenhuma, doutor. Eu sou um “bon vivant”. Graças ao fato de ser solteiro e não ter filhos, pude passar o fim de tarde dessa segunda-feira brava jogando boliche. E, por falar em evidência, quem é o senhor para falar alguma coisa? Olha esse adesivo do Village People estampando a sua agenda. Que coisa linda…

– Para com isso, eu uso barba. Já viu viado com barba?

– O pior que já. Hoje mesmo, na saída do boliche, havia vários travestis com barba. Era uma visão do inferno. Um gritando “aê, mano!” para o outro, do outro lado da rua.

– Pediu o seu dinheiro de volta?Clicando aqui, você lê o texto completo