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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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O ambiente não era dos mais felizes. Meu amigo sacou a câmera fotográfica – daquelas cujo filme precisava ser levado a uma ótica para ser revelado – e desejou retratar os velhinhos.

Uma senhora foi logo dizendo que não queria aparecer na foto porque não prestava mais para nada.

A ressalva ficou por conta de outra velhinha que não parava de rir. Ela achou um barato o brinco na orelha do meu amigo.

E todos nós rachamos o bico quando ela o questionou sobre suas preferências íntimas:

– Você é bicha, garoto?Clicando aqui, você lê o texto completo
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Nos dias de maturidade, a admiração pela tecnologia perdurou, não por ela poder proporcionar-me um companheirinho eletrônico, mas por ser útil pra auxiliar no desenvolvimento do ser humano. Muita gente crê que, um belo dia, o ser humano acordará bonzinho e outros acham que não. Acredito não ser nem uma coisa e nem outra. A tecnologia faz o homem evoluir.

Com todos tendo uma câmera de vídeo no bolso, por exemplo, os indivíduos socializados acabam por esforçarem-se mais pra não cometer erros em público, pois o menor deslize poderá ser eternamente registrado numa plataforma de vídeos da internet. E o esforço pra ser cada vez melhor transforma-se em praxe. Sendo nós seres de hábitos que nos acostumamos fácil com tudo, logo criamos comportamentos bons. É uma maneira interessante de ter fé no ser humano sem apelar pra fórmulas mágicas. Olha o amigo robô aí, aparecendo reencarnado num iPhone.

Se as alvoradas em que eu aspirava encontrar o meu cyber amigo estavam perdidas em algum lugar do espaço-tempo que não mais voltaria, agora, restavam os sonhos maduros. Ter, em circunstância sincrônica, os pés no chão e a cabeça nas nuvens é possível quando se é grande...Clicando aqui, você lê o texto completo
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– Não tente tapar o sol com a peneira, rapaz. Fica tranquilo, você está mostrando-se coerente. Ficar um tempo sem tomar banho é uma boa técnica. Você deve se sentir importante quando, enfim, toma.

– O tempo é muito escasso: ou eu limpo a minha casa ou eu tomo banho.

– É um problema fácil de resolver: como você tem cara de quem vive em marte, deve ficar pensando na morte da bezerra e demorar no banho. Então, é só deixar a porta do seu banheiro aberta. O vapor do chuveiro não vai deixar a sua casa brilhando, mas vai dar uma boa limpadela. Como eu suponho que a sua casa deva ser pequena, o vapor vai abranger todos os cômodos. Melhor do que nada pra quem vive no chiqueiro.

– Eu já faço isso. Tomo, sempre, banho com a porta aberta.

– porque está quebrada. Eu aposto.Clicando aqui, você lê o texto completo
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Está certo que, cinco anos antes, em 1980, quando eu contava apenas três aninhos, havia ganho um brinquedo Mini Cine da Estrela, num concurso infantil de fim de ano no qual fora proposto que delineássemos ilustrações natalinas. Nesta ocasião, o meu trabalho ficou longe das melhores classificações, cabendo a mim somente esta prenda destinada a candidatinhos medianos. Entretanto, eu ganhei enquanto aos priminhos meus que se expressavam bem com canetinhas coloridas coube, como brinde, um desenxabido cinto, digo, sinto... sinto muito.

Um quinquênio escoado, esta lembrança nada me motivava. Apesar da pouca idade, tinha eu plena consciência de que só ganhara porque os avaliadores acharam bonitinho um menininho tão pequerrucho colar algodão para perfazer a barba branca do bom velhinho. Sabia que o prêmio não fora nenhum mérito decorrente de algum dom passível de repetir-se em outras circunstâncias da minha vida. Afinal, de modo cruel, descobrimos que, quanto mais crescemos, mais ficamos sem graça aos olhos dos adultos e, o que era gracioso e divertido, torna-se banal.Clicando aqui, você lê o texto completo
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Futebol? Uuuuuhhhh… bateu na trave, amigão. É quase isto, mas, não é...

Parafraseando uma letra de música de minha autoria (jabá na cara de pau): “(…) sobre tudo o que passou / Meu time nunca marcou gol / Não tenho time nem guarda-sol / Odeio crimes e futebol (…)”.

Tá aí, já assumi – correndo o risco de ser impopular – que futebol não é a minha praia. Então, sobre o que era o assunto? Que saco! Fala logo, Mingau! Desembucha!

O que é quase futebol? Simples: mulher.

O conterrâneo de Mahatma Gandhi iniciou narrativas acerca das suas peripécias como Don Juan. Falou que nunca saía com amigos à noite pra sentir-se mais livre pra flertar com as moças e não ter o trabalho de procurar mulheres acompanhadas de amigas. Ressaltou que – segundo ele – a presença de mais de um homem diante de uma mulher podia confundi-la. Então, ele, simplesmente, dispensava a companhia de outro macho e garantia-se na hora de partir pro ataque e divertir-se com a próxima fêmea.

Até aí, eu estava aprendendo mais um pouco a respeito do complexo universo feminino, contudo, já esboçava irritação com aquela prosa.Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação gráfica
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A folia daquela terça-feira não foi tão engraçada assim. As trocas de gentilezas entre o menino e Pablo acabaram por amargar os espíritos puros de ambos os anjinhos. Rancores foram guardados e culminaram num incidente de gosto duvidoso. O menino, investido em seu papel de alienígena, saltitava sobre as crateras enquanto era perseguido pelos oito astronautas. Enraivecido, Pablo tomou a dianteira e agarrou o extraterrestre pelo calcanhar.

Desprovido de seus pés para tocar o solo, o menino teve de usar a cavidade bucal para aterrissar no chão duro. Um pedaço de cano enferrujado, que para os imaculados meninos era um revólver de raio laser, quando nas mãos do miúdo garoto, foi útil para retaliar o tombo, ao unir-se à testa indígena de maneira rápida e ruidosa, devido ao intenso deslocamento de ar. Colapsado, Pablo foi recolhido na unidade de pronto atendimento do liceu e, meia hora depois, retirado de ambulância. E só retornou à sala de aula no semestre subsequente.Clicando aqui, você lê o conto completo