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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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– Ah, vá… até que eu sou bonitinha. Sabia que a rejeição de um homem, assim, tão explícita, é afrodisíaca?

– Você não vai gostar de mim. Esquece.

– Como você sabe do que eu não gosto?

– Eu tenho um dente cariado, olha.

– Eca! Mas se você não me mostrar mais, eu vou esquecer a existência dele.

– Mas não vai esquecer os meus pneuzinhos, olha a minha barriga.

– É… como consultora de imagens eu lhe digo que você precisar correr, urgentemente, para uma academia, mas, como mulher, eu não ligo para isso não. Eu gosto de homens inteligentes e você é inteligente.

– E o que adianta ser inteligente e ter herpes genital?Clicando aqui, você lê o texto completo
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Precisei tirar fotocópia da minha carteira de motorista, outro dia, pra recorrer de uma multa de trânsito. Fui à papelaria, perto de casa, e enfrentei uma pequena fila básica. Na minha frente, um sujeito com cerca de cinco anos a menos que eu puxou conversa comigo.

Era um indiano que mal falava o português direito. Não costumo dar atenção a pessoas com papo furado, todavia, vi que o estrangeiro tinha conteúdo. Como acho curiosa a história das religiões orientais e a cultura diferente do sistema de castas, comecei perguntando sobre o hinduísmo. Ele respondia solicitamente com longos discursos e um sorriso irradiante no rosto.

Logo, descobri que ele tinha a mesma formação acadêmica que eu. Cursou economia em Londres. O tópico foi de teologia à política monetária, porém, sem demora, pairou sobre um tema universal, como sempre.Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação gráfica
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– Você não vai perguntar o meu nome.

– Acho que não. Não quero estragar o momento. De repente o seu nome é Aparecida, Elza, Dolores ou qualquer coisa dessas anti-tesão.

– Não, pode ficar tranquilo. Tenho um nome comum, do tipo Rafaela, Patrícia, Viviane… coisa assim.

– Mesmo assim não seria bom. Depois de oito latinhas, eu preferiria que o seu nome fosse Tíffany, Natasha, Mel… algo dessa linha.

– Meu nome é Anne Gabrielle.

– Com dois enes e dois eles?

– Sim.

– Oba, esse é bom: nome duplo, ambos com letras duplicadas e terminando forçosamente com os excêntricos “Es” ao invés dos consuetudinários “As”. Perfeito.Clicando aqui, você lê o texto completo
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Estávamos na estrada e, dentro de alguns minutos, eu me colocaria diante do homem que tinha cento e vinte anos.

Como não me emocionar? Quando eu nasci, ele já contava mais de um centenário completo!

Na entrada do abrigo, eu já me decepcionei...
Trecho do conto "O homem mais velho do mundo"
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Ele inventou o carteado verniano. O objetivo da competição – que mesclava a história e os hábitos do povo daquelas ilhas com a esfera que servia como palco da trama – era acumular uma gama de cartas suficientes para dominar a Lua. Cada peça de papelão continha dados sobre o satélite e os seus habitantes, os nômades que o invadiam e os recursos bélicos utilizados pelos combatentes do Reino de Hina, a deusa da Lua na mitologia polinésia.

A tática dos jogadores consistia em descartar os exemplares alheios à sequência pretendida e conservar os que interessavam à formação serial almejada. Entusiasta das rodas de truco da época da faculdade, ele formulou o passatempo nerd inspirado no baralho ítalo-espanhol de quarenta cartas, sendo algumas representantes de armas e munições ou da geologia do orbe e outras de guerreiros selenitas e exploradores lunares.Clicando aqui, você lê o conto completo
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Em plena tarde de quinta-feira, meu notebook e eu, contrastando com a "vintage", invadimos aquele legado que passageiros recém-desembarcados do trem da vida deixaram pelo caminho.
Suely Sette é mineira e a todos é familiar a proximidade que esse povo tabaréu, no sentido mais vicejante da palavra, tem com os trilhos de ferro.

Folhear páginas de papel, para um homem que veio ao mundo na segunda metade da década de setenta, era, então, algo saudosíssimo. O cheiro de mato que crescia pelas rachaduras do concreto da estação confundia os meus sentidos enquanto eu clicava para ler o documento de Word que continha este livro, ainda não impresso, que a Suely enviara-me para que eu escrevesse este prefácio.

Saltou-me aos olhos um conjunto de versos quando minha vista alcançou um poema singelo e robusto como a alma da Sua (ou minha) Majestade: ”(...) O que me assusta agora /Depois me ajudará a entender / Que eu preciso viver! / Ir ao trem da vida / Saltar numa estação qualquer / Ficar o tempo que der (...)".
Trecho do prefácio escrito por Marcelo Garbine para o livro "Lira de Sonhos" de Suely Sette
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