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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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Confessei a minha cagada pra minha mãe e ela riu também.

Mamãe é coordenadora pedagógica de uma escola e, por coincidência, o autor da supracitada obra é pai de um ex-aluno que estudou lá.

Minha mãe admira o trabalho de Ilan Brenman e costuma adotar os livros dele pra usá-los didaticamente. Como ela ainda não tinha aquele título, mostrou interesse e disse que poderia ficar com o livro.

Sendo eu muquirana pra cacete, vendi o livro pra minha mãe. Depois concluí que teria sido mais elegante embrulhá-lo e guardá-lo pra presenteá-la no dia das mães. A economia seria a mesma, entretanto, com fineza, poupando-me de cair na grosseria.

Cafona, ingênuo, lunático e mão de vaca, tudo bem, eu posso ser. Mal educado, não.

Descortesia à parte, o padrão da circunstância foi reestabelecido e permaneceu tudo "elas por elas".Clicando aqui, você assiste ao vídeo com animação digital
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– Um Skibon.

– Ballantines ou Jack Daniels?

– Eu disse: um Skibon, um sorvete Skibon, e não whisky bom.

– Ah, tá, é que você tem jeito de um bom apreciador de whisky. E é difícil alguém se sentar à mesa de um bistrô, como o nosso, pra pedir um sorvete.

– Tem no cardápio, não tem?

– Tem, mas, geralmente, vendemos, como sobremesa, para os filhos dos casais, que são nossos clientes, e não para um trintão desacompanhado. Um homem, com o perfil como o seu, está mais para apreciador de um bom whisky.
(Trecho da crônica para rádio "Como comer a garçonete de um bistrô")
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Não aprendi nada, mas o meu grupo montou um kart. Achei que, ao menos, na minha vez de pilotar, eu me divertiria, entretanto eu – que sou vítima de xingamentos machistas sempre que dirijo carros com vidros fumês – não honrei as minhas calças e mostrei pros meus companheiros um defeito no nosso kart, precisamente na pecinha que fica entre o volante e o assento... derrapei numa poça de água e o choque com o outro automotor foi forte...

Saí tonto do veículo. Uma excelente oportunidade pra não constatar conscientemente o vexame no qual me metera. Meio que chapado, observei a fusão entre os dois carros avariados... ou seria, nessa altura, um apenas?

De certo modo, o que possuímos em nossas vidas é exatamente isso: o que edificamos e o que acontece além do nosso controle. A mescla destes dois elementos dá-nos o que temos no presente instante. E a chuva? A chuva são as condições adversas: o ladrão que levou o meu celular no dia em que eu receberia a resposta da entrevista de emprego ou o galho de árvore que caiu justo na hora em que eu passei.

É... Esta analogia platônica, eventualmente, teria ajudado, se a aula fosse de filosofia, mas, pelo olhar dos meus colegas de equipe, acho que eles não estavam muito interessados na minha fantasia quimérica...Clicando aqui, você ouve a crônica
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A capital da República Tcheca é Praga, mas as tchecas não são nenhuma praga. Muito pelo contrário.

Se não me deixassem ser a Eslováquia, escolheria ser a Polônia, que fica em cima da República Tcheca.

Ser a Alemanha, não seria ruim, mas o território da República Tcheca adentra o mapa alemão e eu preferiria adentrar a República Tcheca.

Como última opção, eu aceitaria ser a Áustria, porque ficar por baixo da República Tcheca também é bom.

Já ouvi dizer que as ucranianas são as mulheres mais bonitas do mundo, mas mesmo assim eu prefiro as tchecas.

As tchecas são maravilhosas, porém complicadas. Quando nós as namoramos e estamos gostando delas, elas sempre terminam o namoro. Até a Eslováquia se separou da República Tcheca.
(Trecho da crônica para rádio "Eu queria morar na República Tcheca")
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O sol, o céu e a lua

Janelas, carros e rua

E nada mais diferente

Rotina é tão ardente.Clicando aqui, você ouve a música
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Ele inventou o carteado verniano. O objetivo da competição – que mesclava a história e os hábitos do povo daquelas ilhas com a esfera que servia como palco da trama – era acumular uma gama de cartas suficientes para dominar a Lua. Cada peça de papelão continha dados sobre o satélite e os seus habitantes, os nômades que o invadiam e os recursos bélicos utilizados pelos combatentes do Reino de Hina, a deusa da Lua na mitologia polinésia.

A tática dos jogadores consistia em descartar os exemplares alheios à sequência pretendida e conservar os que interessavam à formação serial almejada. Entusiasta das rodas de truco da época da faculdade, ele formulou o passatempo nerd inspirado no baralho ítalo-espanhol de quarenta cartas, sendo algumas representantes de armas e munições ou da geologia do orbe e outras de guerreiros selenitas e exploradores lunares.Clicando aqui, você lê o conto completo