Biscoito da Sorte
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Em plena tarde de quinta-feira, meu notebook e eu, contrastando com a "vintage", invadimos aquele legado que passageiros recém-desembarcados do trem da vida deixaram pelo caminho.
Suely Sette é mineira e a todos é familiar a proximidade que esse povo tabaréu, no sentido mais vicejante da palavra, tem com os trilhos de ferro.
Folhear páginas de papel, para um homem que veio ao mundo na segunda metade da década de setenta, era, então, algo saudosíssimo. O cheiro de mato que crescia pelas rachaduras do concreto da estação confundia os meus sentidos enquanto eu clicava para ler o documento de Word que continha este livro, ainda não impresso, que a Suely enviara-me para que eu escrevesse este prefácio.
Saltou-me aos olhos um conjunto de versos quando minha vista alcançou um poema singelo e robusto como a alma da Sua (ou minha) Majestade: ”(...) O que me assusta agora /Depois me ajudará a entender / Que eu preciso viver! / Ir ao trem da vida / Saltar numa estação qualquer / Ficar o tempo que der (...)".
Suely Sette é mineira e a todos é familiar a proximidade que esse povo tabaréu, no sentido mais vicejante da palavra, tem com os trilhos de ferro.
Folhear páginas de papel, para um homem que veio ao mundo na segunda metade da década de setenta, era, então, algo saudosíssimo. O cheiro de mato que crescia pelas rachaduras do concreto da estação confundia os meus sentidos enquanto eu clicava para ler o documento de Word que continha este livro, ainda não impresso, que a Suely enviara-me para que eu escrevesse este prefácio.
Saltou-me aos olhos um conjunto de versos quando minha vista alcançou um poema singelo e robusto como a alma da Sua (ou minha) Majestade: ”(...) O que me assusta agora /Depois me ajudará a entender / Que eu preciso viver! / Ir ao trem da vida / Saltar numa estação qualquer / Ficar o tempo que der (...)".
Trecho do prefácio escrito por Marcelo Garbine para o livro "Lira de Sonhos" de Suely Sette
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Depois de alguns minutos, em frente ao Teatro Municipal, o táxi parou e eu abri a porta. Pensei que não houvesse mais Fuscas sendo utilizados como táxis, em pleno ano 2007.
Senti algo esquisito na fisionomia daquele motorista. Eu estou atrasado para a palestra e não posso dar-me o luxo de escolher muito. Entrei no veículo mesmo assim.
Aquele bigodinho fino acompanhado de um sorriso insuportavelmente sarcástico de quem pensa que o mundo inteiro é otário e só ele é esperto não estava descendo pela minha goela.
Não entendia porque aquele cara não parava de revezar o olhar entre o trânsito e a minha direção.
Seu globo ocular não parava quieto, parecia um sono R. E. M., só que com os olhos abertos.
Eu tentava permanecer concentrado na leitura do livro, mas aqueles olhos ficavam, vez por outra, fitando-me, como se quisesse pescar alguma coisa.Clicando aqui, você ouve a crônica
Senti algo esquisito na fisionomia daquele motorista. Eu estou atrasado para a palestra e não posso dar-me o luxo de escolher muito. Entrei no veículo mesmo assim.
Aquele bigodinho fino acompanhado de um sorriso insuportavelmente sarcástico de quem pensa que o mundo inteiro é otário e só ele é esperto não estava descendo pela minha goela.
Não entendia porque aquele cara não parava de revezar o olhar entre o trânsito e a minha direção.
Seu globo ocular não parava quieto, parecia um sono R. E. M., só que com os olhos abertos.
Eu tentava permanecer concentrado na leitura do livro, mas aqueles olhos ficavam, vez por outra, fitando-me, como se quisesse pescar alguma coisa.Clicando aqui, você ouve a crônica


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Ainda quando eu estou atrasado para o trabalho, com muita pressa, não abro mão do meu ritual matutino diário de tomar café, na padaria. Considero primordial ver gente, mesmo tendo as minhas questões a solucionar e as minhas peculiaridades.
Enquanto levo a xícara à boca, olho para o infinito. Sim, infinito. Materialmente, esta suposta amplidão pode estar bloqueada por uma parede, com cartazes repletos de mulheres esbeltas e cervejas, mas a minha psique espectral transpassa-a.
Sou livre. E mesmo envolto em minhas quimeras, a visão periférica encarrega-se de capturar as demais insignes e seus respectivos desígnios.
Enquanto levo a xícara à boca, olho para o infinito. Sim, infinito. Materialmente, esta suposta amplidão pode estar bloqueada por uma parede, com cartazes repletos de mulheres esbeltas e cervejas, mas a minha psique espectral transpassa-a.
Sou livre. E mesmo envolto em minhas quimeras, a visão periférica encarrega-se de capturar as demais insignes e seus respectivos desígnios.
Trecho do texto "O estadista, o mendigo e o poeta"
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Segundo a física quântica, ao elegermos uma antelação, criamos um universo, pois essa escolha afeta a vida de todos os seres, sem excetuar nenhum, e, concomitantemente, mata um número infinito de outros universos, que são as opções subtraídas da concepção. É a chamada “teoria do caos”, a qual explica que “o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez, provocar um tufão do outro lado do mundo”.
Tantas possibilidades acarretam em um tempo que se arrasta com um maior fardo: “e se eu tivesse feito diferente? Quem seriam os meus filhos que não nasceram? Quem seria eu? Como seria o mundo se eu houvesse me entregado a inclinações distintas?”. E a aflição é imensurável porque pesa a responsabilidade da escolha. Nesse ponto, a liberdade não é tão maravilhosa assim. Sente-se falta de que alguém nos mande executar algo. E para aliviar, papagaiamos frases prontas do tipo: “não foi porque não era para ser”, “Deus quis assim”, “o destino já está escrito”, “é melhor arrependermo-nos do que fizemos do que daquilo que não fizemos”, etc.Clicando aqui, você lê o texto completo
Tantas possibilidades acarretam em um tempo que se arrasta com um maior fardo: “e se eu tivesse feito diferente? Quem seriam os meus filhos que não nasceram? Quem seria eu? Como seria o mundo se eu houvesse me entregado a inclinações distintas?”. E a aflição é imensurável porque pesa a responsabilidade da escolha. Nesse ponto, a liberdade não é tão maravilhosa assim. Sente-se falta de que alguém nos mande executar algo. E para aliviar, papagaiamos frases prontas do tipo: “não foi porque não era para ser”, “Deus quis assim”, “o destino já está escrito”, “é melhor arrependermo-nos do que fizemos do que daquilo que não fizemos”, etc.Clicando aqui, você lê o texto completo


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Quer beber água quem comeu sal
Já lancei uma pá de cal.
Sobre tudo o que passou
Meu time nunca marcou gol
Não tenho time nem guarda-sol
Odeio crimes e futebol.
Já lancei uma pá de cal.
Sobre tudo o que passou
Meu time nunca marcou gol
Não tenho time nem guarda-sol
Odeio crimes e futebol.
(Trecho da letra da música "Cavernas do Coração")
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Vinte e um de dezembro de dois mil e doze. Em algum lugar de um universo paralelo, o mundo acabou. Tenho apenas uma mochila pra colocar nas costas e sair atrás de um local habitável. Quais pertences meus levarei?
Nenhuma Coca-Cola na geladeira? Nenhum cigarro em cima da escrivaninha? Isto é realmente o fim do mundo, no sentido figurado e no sentido literal.
Já que não tenho estes principais itens pra botar na minha velha bolsa, lembro-me que nela não pode faltar o macaquinho Chico, meu brinquedo preferido de infância, que ganhei quando tinha três aninhos.
Encardido e com um nó cego no rabo, que nunca mais consegui desatar, ele foi o meu companheirinho de todas as horas. Foi ele quem me consolou nos instantes mais difíceis da adolescência, quando namoros foram terminados e paixões, perdidas.
Nenhuma Coca-Cola na geladeira? Nenhum cigarro em cima da escrivaninha? Isto é realmente o fim do mundo, no sentido figurado e no sentido literal.
Já que não tenho estes principais itens pra botar na minha velha bolsa, lembro-me que nela não pode faltar o macaquinho Chico, meu brinquedo preferido de infância, que ganhei quando tinha três aninhos.
Encardido e com um nó cego no rabo, que nunca mais consegui desatar, ele foi o meu companheirinho de todas as horas. Foi ele quem me consolou nos instantes mais difíceis da adolescência, quando namoros foram terminados e paixões, perdidas.
(Trecho da crônica para rádio "O fim do mundo")
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