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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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Ganho eu, ganha você
Tem pra todos, pode crer
Bom compartilhar.

Vou dizer qual é a manha
O vento vem da montanha
Pra em todos ventar.

Sou malandro do bem
Vivo em paz, vivo zen
Sempre penso além
Amém, oxalá.

Sai pra lá todo mal
Etcétera e tal
Vou subir um degrau
Pra poder cantar.Clicando aqui, você lê a letra de música completa
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Um barbeiro é um especialista muito útil. É graças a ele que eu não caio na desgraça de ter que exibir uma coleção de vaginas artificiais na minha faceta, ao meter-me a desempenhar uma arte que não domino: a perícia de manusear uma lâmina de barbear. Porém basta que um barbeiro seja, somente, um barbeiro, sem cometer o excesso de ser um barbeiro barbeiro. Barbeiro barbeiro é um barbeiro que faz barbeiragem.

Trinta e cinco ou quarenta reais é uma bagatela. Eu pagaria até cem pra que fizessem a minha barba. Se houvesse profissionais dessa ordem no mercado, pagaria até pra escovarem os meus dentes.Clicando aqui, você assiste ao filme com animação gráfica
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Era um domingo de outubro de 1985. Contava eu apenas oito anos de idade. Pela janela do trem, que passava pelo município de Valinhos, interior de São Paulo, avistava vacas no pasto, debaixo de um sol atroz. Ao meu lado, um homem grisalho de barba e terno... e um livro na mão... Estranho... O terno do homem era roto e batido, o livro amassado, cheio de orelhas e com páginas que já não eram mais brancas de tão imundas. Já fazia quarenta minutos que olhava o velho e ele nem piscava de tão compenetrado. E assim permaneceu durante toda a viagem, com exceção de parcos cinco segundos em que para os meus olhos mirou e disse cinco palavras... das quais eu me lembraria por toda a minha vida...

O tempo passou e as operações desta linha de trem foram encerradas. Há condição mágica nos trens. As estações e a estrada de ferro continuam lá, transgredindo os dias, fantasmagoricamente.

Resolvi visitar a estação de Campinas, destino do trem que passou por Valinhos. Parte que se desgarrou de mim ficara por lá... Trinta anos mais tarde, provavelmente, o ancião não estava mais entre nós. Fiquei imaginando quantas vidas que passaram por aquela estação já haviam encerrado suas atividades...Clicando aqui, você lê o texto completo
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E, se você ousar discordar de mim, eu sinto vontade de meter uma bala no meio dessa sua testa. E só não o faço porque – mesmo que as leis dos mortais não me peguem – a minha maldita mente foi desafeiçoada com os inconvenientes genes do sofrimento pela dor alheia. Estes detestáveis dispositivos, que foram essenciais pra continuidade da presença humana no globo terrestre até o instante atual, responsáveis pela vulga "lei da boa vizinhança", não me deixarão ressonar os meus "decibélicos" roncos noctâmbulos em paz. Só por isto. Ah, e também porque eu não sou cem por cento ateu. Mesmo que seja ínfima a possibilidade de haver um Deus, vai que o calhamaço milenar seja fidedigno... Deus me livre!Clicando aqui, você lê a crônica completa
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Ainda quando eu estou atrasado para o trabalho, com muita pressa, não abro mão do meu ritual matutino diário de tomar café, na padaria. Considero primordial ver gente, mesmo tendo as minhas questões a solucionar e as minhas peculiaridades.

Enquanto levo a xícara à boca, olho para o infinito. Sim, infinito. Materialmente, esta suposta amplidão pode estar bloqueada por uma parede, com cartazes repletos de mulheres esbeltas e cervejas, mas a minha psique espectral transpassa-a.

Sou livre. E mesmo envolto em minhas quimeras, a visão periférica encarrega-se de capturar as demais insignes e seus respectivos desígnios.
Trecho do texto "O estadista, o mendigo e o poeta"
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E tudo gira. O mundo é feito de seus ayrtons, que, unidos num ente abstrato, contribuem, inclusive, na hora da morte com o fluxo de caixa da funerária ou, na hora da vida, com o fluxo de caixa das igrejas pentecostais.

E o inútil do filho do seu Ayrton que só fica em casa assistindo à televisão? Inútil, não, olha o respeito. É graças a ele que existem empresas que medem o índice de audiência televisiva e patrocinadores que pagam pelo anúncio da mídia eletrônica.

E o transviado do sobrinho do seu Ayrton que andou em más companhias e optou pelas veredas da delinquência, acabando trancafiado? Também está contribuindo com a renda familiar do carcereiro e dos empreendedores que fornecem marmitex pros presidiários. E, enquanto solto, contribuiu pro desenvolvimento tecnológico da indústria de alarmes e pro crescimento da oferta de estacionamentos seguros.Clicando aqui, você lê o texto completo