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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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Os sapientes telespectadores do doutor João Kleber, quando desfrutam a erudição de seus espontâneos e nada combinados “testes de fidelidade”, estão cientes que o “Para! Para! Para!” exclamado com estridência pelo eminente comunicador (sem intenção nenhuma de embromar para segurar a audiência, toda vez que a mulher do corno ameaça tirar a roupa para o Ricardão) não tem mais acento. Acentos são economizados pelas prodigiosas mentes dos telespectadores do João Kleber, com alto poder imaginativo, que visualizam a grafia correta de todas as palavras ditas oralmente pela sumidade que apresenta programas de TV para intelectuais.

Se você for um cidadão ocupado e hiperativo, sem tempo para encaixar o hábito da leitura na sua lista de afazeres, e estiver aproveitando um sinal vermelho de trânsito para ler esta crônica, caso perca a concentração e bata o seu carrinho, vai amassar o seu para-choque (sem acento). O “para” que compõe essa palavra composta é oriundo do verbo parar, pois o utilitário que possui a função de proteger a sua caranga e evitar maiores danos provocados por um sinistro para (do verbo parar) o choque de uma batida. Antes da última reforma ortográfica, você acentuava o dito cujo e amassava o seu pára-choque (com acento agudo no primeiro A).Clicando aqui, você lê o texto completo
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Não havendo nenhum outro carro na estrada, o caminho parecia estar aberto. Se num passado próximo ainda era hora de plantar as sementinhas da esperança, chegara o tempo da colheita. Todos os sonhos de menino concretizavam-se como num passe de mágica. Pra bater aquela adrenalina prazerosa de uma sensação única que nunca mais seria repetida, durante as décadas em que ele permaneceria neste mundo, faltava apenas aumentar o volume do rádio e olhar pro sol, enquanto dirigia, rumo à Herzlia.


Notaram-no, afinal. Que o rapaz era um exímio roteirista, os amigos já bradaram à exaustão, fazendo-o decorar. Porém, como ele costumava falar - quase num tom de autoconsolo - "ninguém é bom até que digam que é bom". E só diz quem é ouvido. E só é ouvido quem tem credibilidade. E esse dia chegou: um respeitável diretor do círculo cinematográfico dissera que ele é bom.
(Trecho do conto "O velho do asfalto")
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Um professor picareta que enrolou uma classe o ano letivo inteiro... entretanto, tio Ruy não era tão mal assim. Escolhia uma aula do bimestre para expor vinte e cinco minutos da disciplina curricular, assim, havia o que perguntar na prova.

E se um aluno fizesse uma pergunta? O espertalhão preceptor ficava elogiando a sábia pergunta do instruído universitário durante dez minutos e dizia que seria mais produtivo se a dúvida fosse sanada na biblioteca da faculdade, pois se ele desse a resposta de mão beijada, o aluno não cultivaria o hábito de pesquisar e não assimilaria o conhecimento de um modo muito produtivo. Era um perobento fora de série.

Idolatrar o livre comércio e vomitar em cima dos filhos de Trotsky não eram os únicos passatempos daquele tagarela dos púlpitos, ele também gostava de deixar claro que a imunidade dos endinheirados era uma característica normalíssima do sistema no qual quem pode mais chora menos.
(Trecho do texto "Professor Ruy desce para o inferno")
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Minha mãe, relatou a história da minha asneira estúpida pro escritor.

O rosto de Brenman corou-se de satisfação com o deleite da narrativa. A menininha de seus olhos pulou de alegria no interior de seu globo ocular e ele mandou essa:

– Que causo genial! Vou contar pra todo mundo! Quá… quá… quá… quá… quá!

Ele rachou o bico pra valer! E completou:

– Seu filho deve ter pensado: "Nossa! Que telefone baratinho!".

A partir de então, o senhor Ilan Brenman comenta sobre a minha peripécia em todas as suas conferências. Isto é uma honra pra mim!

Está certo que eu virei um personagem bizarro, motivo de chacota pra entreter o público e deixar o ambiente mais leve, possibilitando que Brenman utilize-me como piada, antes de enveredar por assuntos realmente sérios. Divertindo-se às minhas custas, a plateia queda-se mais receptiva à explanação do orador. Mas que se dane, bicho! Estou orgulhoso e pronto!Clicando aqui, você lê o texto completo
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Quando abro o portão, o novo vizinho acena com um sorriso pra mim. Quem sabe, novos amigos... E eu não vi nenhum tijolinho sendo assentado... O meu senso de assimilação cômodo só reclama da estranheza de olhar pela janela e não enxergar o costumeiro mato.

Ontem, indo ao trabalho, refleti: "será que não fazemos isto também em nossas vidas? Quantas casas construímos dentro de nós e nem percebemos? Quanta gente nova vem morar nestas nossas casas interiores e nem nos damos conta?".

Tudo porque estamos ocupados com uma rotina diária. Coisas novas acontecem, coisas velhas deixam de acontecer. O que parecia eterno já não existe mais.

Lagartos gigantescos que dominavam o nosso planeta, agora, são apenas ossadas expostas em museus e petróleo pra queimarmos no tanque de combustível de nossos carros em frações de segundos. Minhas crônicas são casas que eu construí dentro de mim. Os moradores destas casas são os meus leitores e amigos. Escrevendo, fiz amizades.Clicando aqui, você lê o texto completo
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Seu gosto
Não discuto
Não olhe meu rosto
Nem um minuto.

Deixe-me aqui
Vagando a esmo
Ninguém eu vou ferir
A não ser a mim mesmo.

Se assusta se eu respiro
Ou se digo um simples “atim”
Mas não vou dar nem um tiro
A não ser se for em mim.Clicando aqui, você lê a letra de música