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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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Ventava nas palmeiras do luxuoso colégio daquele bairro nobre de São Paulo.

E, atuando numa saga inédita, como já era costume da equipe mirim, ele e os garotos coordenavam-se para excursionar pela Lua. O pequeno orifício aberto na cerca que servia de entrada improvisada do esconderijo permitia apenas a passagem de um estudante por vez. ele foi o sexto pirralho a transpassar o bloqueio, logo depois de Pablo, que tropeçou e chocou os glúteos contra um plano pedregoso.

– Índio bate bunda na terra firme! Pede pra pajé preparar feitiço da cura com pomada de cocô de pombo! – Achincalhou, o menino, com cara de ordinário.

– "Por qué no te callas!" – Berrou o boliviano, no mesmo instante em que se esforçava para arregalar os olhinhos, que, normalmente, eram apenas dois risquinhos em sua carranca zangada.Clicando aqui, você lê o conto completo
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Somente a última gaveta da dispensa ainda não fora averiguada. Nela, nada mais havia do que um saco de papéis. Padre Artelírio, então, iniciou a sua derradeira empreitada da exploração. Qual não foi a sua surpresa com o achado... Sui generis dobrado entre várias folhas sulfite, ímpar manuscrito no meio de numerosos datilografados, lá estava o bilhete que dera origem ao desfecho de sua vida!

A dona daquela caligrafia era uma moça que o padre nunca vira. Há exatos cinquenta e oito anos, recebera a folha de caderno. Tão precisas eram as palavras que a ele dúvidas não restaram. Óbvio era-lhe tratar-se de uma ordem divina que o direcionava ao caminho do seminário. "Coincidências não existem" - pensava ele - "muito menos quando a precisão milimétrica é característica em cada fragmento".

Entretanto os seus dias celibatários findavam e o homem santo necessitava lançar mão de uma retrospectiva, escrever a sua biografia, para que tudo fizesse sentido, como desejam todos os mortais dotados de consciência. E a pesquisa sempre é pré-requisito de quaisquer romances, muito mais quando o objeto relatado é uma vivência com tamanha devoção, fruto de conclusões espiritualistas cabais que culminaram na mais cristalina certeza da existência de Deus e de que a razão da sua estadia neste mundo era fazer a vontade deste Criador.Clicando aqui, você lê o conto completo
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Apêndice, palavra errata
Final compulsório
Deixada, foi ela, Renata
No crematório.

E Renata queima... queima
Pra que tanta teima... teima
Antecipada sem medo
Ela quis ir mais cedo... cedo.

Até a próxima, adeus
Vai sem cerimônia
Fecha, então, olhos seus
Abertos nas noites de insônia.
(Trecho da transcrição da fala do filme "Até a próxima, Renata...")
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Apegado às experimentações passadas, ao bolar a recreação geek, o inventor fez questão de programar todos os detalhes para homenagear os camaradas de escola. Cada criança que brincou na Lua foi lembrada num fragmento do jogo cujo número fora selecionado caprichosamente de acordo com a ordem de acesso à réplica do satélite na última ocasião em que estiveram lá. Posteriormente ao nocaute do xinguzinho, nunca mais voltaram ao terreno irregular.

E, como nesta oportunidade, foi o Bolívia o quinto membro da galera a meter-se para dentro do recinto clandestino, a ele coube a fração de cartolina número cinco. Contudo, atribuiu as honras do seu jeito galhofeiro. Sacaneou todos, principalmente o indiozinho. Ele sempre riu por achar que Pablo tinha cara de filhote de pintassilgo. Queria fazer uma caricatura do boliviano misturada com o pássaro. Mas, em virtude da ave típica da Nova Zelândia ser o Kiwi, optou por fundi-lo com o espécime da fauna da região para manter a coerência do tema do jogo.Clicando aqui, você lê o conto completo
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Numa caravela esbelta
Na praça de celta
Chegou Portugal

Lusitanos gritando em couro
Nóis queremo ouro
Mas que povo mau
(Trecho da letra de música didática "A expansão ultramarina portuguesa")
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Era uma velhinha que me deu uma bolsada pra expressar o seu desprezo pela gentileza que os seres civilizados costumam ter. Ela assistira à minha conferência e levara, como os demais presentes, ao pé da letra o que eu disse, ignorando integralmente a gama de conceituações acerca de sentidos denotativo e conotativo, ironia, sarcasmo e todas as figurações diversas que a cabeça engenhosa que o Criador nos deu é capaz de arquitetar. E eu que imaginava ser livre como uma águia, pairando sobre cérebros irmãos de caminhada, vi-me sozinho no calabouço da divagação. Descobri que não podia usar e abusar da minha licença poética e que a raça humana é tão literal que seria bem capaz de crerem os mortais ser a República Tcheca o melhor lugar pra se viver. Eu que não encaro esse destino cruel. Vou ter que me adaptar. Quero entrar na manada! Começo agora, pois: Se eu fosse um país, adoraria ser a Eslováquia, pra ficar grudadinho, durante tantos anos, com a República Tcheca (como cantaram os Raimundos, nos anos noventa, fazendo uso de outras palavras: "Eu queria ser o banquinho da bicicleta…"). E por falar em música, o que significa “destilar terceiras intenções”, como disse Cazuza em “Codinome Beija-Flor”? Se destilar segundas intenções significa querer passear pela República Tcheca, destilar terceiras intenções seria almejar ir ao Kuwait? Por outro lado, as mulheres, com certeza, preferem visitar o Nepal.Clicando aqui, você assiste ao filme com animação gráfica