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Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!
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A área imensa, cercada plenamente por uma rede de ferro, era composta por montes de terra contíguos com superfícies permeáveis semelhantes a formigueiros. Eram como se fossem centenas de formigueiros gigantescos emaranhados, cujos topos margeavam uma altitude correspondente a uma dimensão pouco acima à estatura de seus joelhos.

Nas suas frequentes andanças solitárias, nunca o seu coraçãozinho palpitou tanto. Ao lampejo dos seus glóbulos oculares, estava frente a frente com o que, para ele, era o corpo celeste tão distante, a musa dos poetas, foco de seu brinquedo que ganhara do bom velhinho no último natal. Parecia um delírio, mas ele poderia passear sobre a Lua.

Estava, então, preenchido aquilo que, outrora, supria parcialmente o seu apetite pelo romântico: a poesia. Após aquele ínterim, a Lua também daria conta do seu lado desbravador, como no filme com Harrison Ford por ele visto, que não era de viagem espacial, mas encorajava os seus instintos aventureiros.Clicando aqui, você lê o conto completo
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Vejo um novo pássaro a voar
Cruzando o sol que me ilumina
Raios refletem em calota polar
Uma flor nasce na campina.

Sem torpor
Você me surge
Pra compor
Na alma urge
Abro a porta:
Olá, Karina!
(Trecho da letra de música "Olá, Karina!")
Clicando aqui, você ouve a poesia
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Entrei no parque a passos largos

Vendo os patos nadarem nos lagos

Que sexo faz essa mineira!

Boca no ouvido, me diz besteira.
(Trecho de uma das letras de música cantada no show da Banda Lyra Azul)
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O ambiente não era dos mais felizes. Meu amigo sacou a câmera fotográfica – daquelas cujo filme precisava ser levado a uma ótica para ser revelado – e desejou retratar os velhinhos.

Uma senhora foi logo dizendo que não queria aparecer na foto porque não prestava mais para nada.

A ressalva ficou por conta de outra velhinha que não parava de rir. Ela achou um barato o brinco na orelha do meu amigo.

E todos nós rachamos o bico quando ela o questionou sobre suas preferências íntimas:

– Você é bicha, garoto?Clicando aqui, você lê o texto completo
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Era dois mil e três

Um ano em que as leis

De uma vez mudou.



Era um dia cinzento

Que eu gritava: "eu não aguento

Esse seu ar protetor!".Clicando aqui, você ouve a música completa
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Deixa eu ver que livro eu trouxe… Hum… nada mal: Nelson Rodrigues, “Elas gostam de apanhar”.

Saí, às pressas, de casa e nem havia notado qual obra eu havia lançado para dentro da minha mochila surrada.

Um livro de contos é o ideal para matar os torturantes minutos numa sala de espera de oftalmologista.

Tirando a velha senhora, com o seu netinho, que me olhara com fisionomia de escória de esgoto em estado putrefato e mudara de lugar, pondo-se mais cinco assentos de distância desse que vos escreve, não existia mais nada rançoso no recinto. O clima estava leve.

Um livro e ar para respirar era tudo o que eu precisava. Após algumas linhas discorridas e o fim do doce silêncio, minha atenção teve que começar a ser dividida entre as célebres páginas publicadas em 1974 e a atual conversa entre uma sábia criança de uns cinco anos e sua zelosa vovó, exatos quarenta anos depois.Clicando aqui, você lê o texto completo